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terça-feira, 29 de maio de 2012

Devaneio



No labirinto das vaidades emplumadas.
O aroma da rosa espalha-se como gás venenoso.

Na aurora dos dias plácidos e sedentos.
A cálida brisa carrega nas asas uma pétala vermelha.

No céu uma nuvem branca pode esconder uma bomba.
O espinho o coração do rouxinol não sangra.

Nas veredas da nevoa que o tempo anseia.
A gota de orvalho do seio pálido escorre.

Nos flácidos e gélidos sorrisos de malva-rosa.
O canto da cotovia anuncia o descer das cortinas.

Na água cristalina que escorre pelas veias.
A poça  de sangue em seus pés anuncia o fim da estação.

No brilho do sol em seus olhos graves.
O tempo corre como fitas de cetim negro nas mãos das Moiras.

Na cantiga de ninar que ecoa nas trevas.
A intempestiva orquestra celestial não erra.

No soluço estrangulado no gelo.
O beijo sedento, no vinho afoga-se.

Nas pedras inóspitas e cinzentas.
A uma rosa vermelha, denomina-se milagre.

domingo, 6 de maio de 2012

A menina e o cata-vento vermelho

A menina e o cata-vento vermelho



Com um pirulito na boca e um cata-vento na mão, ela não buscava entender o mundo e seus dilemas universais, ela só sentia.
Acordava todos os dias, verificava seu estoque de máscaras, uma para cada situação do dia, uma “dela” para cada pessoa. 
Em seu jogo de máscaras, ela simplesmente interpretava seus personagens, sem jamais se perguntar porque o fazia, era automático, era o que todos faziam.
Porque com isso não se preocupava, ela era feliz.
Aquela pequena que ninguém entendia porque sorria. Aquela mulher que não derramava sua alma em gotas, mas por vezes sangrava. 
Não sabia porque sorria e muito menos porque empenhava-se em fazer rirem os outros.
Mas ela compreendia melhor que todos que conhecia, o calor que um simples sorriso traz, e entendia que cada sorriso é como uma chama no inverno eterno e denso que assola a vida de alguns...De todos.
Aquela garota, que não buscava dar nomes e denominações a tudo, mas por dentro, soluçando, conhecia a dor que o ser humano, que já nasce sabendo de decadência por isso chora.
Ela, que era cheia de defeitos, vícios e desejos obscuros, não era melhor nem pior que ninguém. Ela só queria viver do seu próprio jeito singular, sem ser apontada ou acusada com olhares feios na rua.
Aquela criatura singela, que não queria nada, mas ansiava por tudo com um desejo tão grande que não sabia por onde começar.
Essa garota, era eu, errando pela vida como um cata-vento. 
Sendo soprada pela vida a fora, por uma brisa repleta de gente, que nunca será capaz de conhece-la por completo.
E ventos de circunstâncias, que ela, nunca compreenderá.

domingo, 15 de abril de 2012

Aniversário do blog

Sim, o Blog faz hoje - 15 de Abril de 2012 - 1 ano de existência, e, sinceramente eu nunca pensei que gostaria tanto de manter um blog para postar meus textos. 
Ter o Blog sem duvidas me ajudou a não desistir da minha escrita e alimentar minha criatividade cada vez mais, e, devo admitir com pesar na consciência, que não sei muito o que escrever aqui, o que, para alguém que já postou aproximadamente 40 poemas, 5 contos, 1 crônica e 4 textos - que eu não soube como classificar -  é um pouco estranho.
Na verdade não acredito que exista muito a se dizer, só quero mesmo agradecer a todos os seguidores, parceiros, amigos, leitores e etc. que estiveram comigo me ajudando, dando força, lendo meus trabalhos, corrigindo...Etc.
Sinceramente o Blog é um dos meus únicos projetos que não desisti - e nem pretendo.
Devo admitir que parte disso é porque essas linhas que escrevo, são, sem duvida, uma parte importante de mim, é uma honra saber que alguém lê essas singelas Linhas Incertas que escrevo e que realmente são  muito incertas, já que ainda tenho muito a aprender - e sempre terei -  pois a escrita não possui um final, um momento em que você pode dizer "Certo, agora sei tudo, não preciso aprender mais nada". Quem diz isso - na minha humilde - opinião é um tolo, ou simplesmente cheio demais de si mesmo para admitir que por mais que ele tente, ele nunca saberá tudo. Acho que esse é um dos maiores atrativos da escrita.
Enfim...


Discurso de seiláoque na continuação da postagem, logo, se você não quer ler, não clique em continuar lendo, apesar de que, se você optar por ler mesmo assim, me deixará feliz.

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Impulso lunar



Os olhos que fitam a lua cheia.
São os mesmos que me despem nas noites sem luar.
Os lábios que uivam na nevoa.
São os mesmos que me beijam durante o dia.
O nariz que sente o cheiro de sangue.
É o mesmo que outrora sentira o meu perfume.
O corpo que deseja minha carne.
Já desejou meu corpo.

***

Meu namorado é um demônio da noite, uma besta soturna que mata e sente prazer com isso, entrando em êxtase com o despedaçar da carne sob suas patas e presas,  os gritos estridentes de dor que ressoam enquanto ele se banqueteia em sua luxuria.

Ele um dia já tentou se controlar, domesticar a selvageria da fera que vive em seu interior - tão mais forte e poderosa que dos homens comuns - para não ser mais como é: um monstro da noite, sem coração ou alma. Mas ele não pôde, ele jamais poderia mudar quem, ou o que, é. Assim como eu também não pude.

A besta que corre dentro dele, gemendo por sangue, clamando por morte, é a mesma que nada pelo corpo, sua sede é tão forte que machuca, numa dor física que só é saciada pela caça.

E a carne fresca entre os dentes acompanhada dos gritos, são o que me impulsionam, pois quando a lua brilha no céu, cheia e poderosa, o prazer é tudo, a vontade é o que manda, o instinto é o que importa. A tradição deve sempre prevalecer.

E o sexo após a transmutação para a forma humana, ainda banhados com o sangue da vitima, é infernal, meu corpo queima de desejo e vontade de mais enquanto ele me penetra coberto de sangue e morte, derramando vida dentro de mim numa dança macabra e saborosa, em que o sangue escorre por toda nossa pele e seu gosto se propaga por nós.

Neste momento somos dois animais em pele humana comemorando a vitória do mais forte –que somos nós – a matança que é doce e para nós é vista como uma arte que devemos aperfeiçoar cada vez mais.

Meu namorado é uma besta que reside na noite e geme pela lua cheia enquanto o satisfaço, porque de fato, também sou uma criatura da noite que adoraria arrancar a sua pele e comer seu coração lentamente, degustando pedaço por pedaço, enquanto você grita de horror, numa histeria lúgubre que me leva ao orgasmo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Os Sete { Parte IV}


Enquanto você xinga, se descabela e grita coisas sem sentido.
Eles te untam com toda a raiva do mundo por coisas banais.
Mas se isso já não acontece, você está só com sua raiva bestial, sem ninguém para culpar.
Ira


O dia amanheceu silencioso e agourento na mansão dos prazeres, os empregados dos 7 – que eram fadas e demônios de hierarquia  inferiores – estavam confusos e preocupados, afinal, se os masters que eram os fodões adoeceram, o que não aconteceria a eles, que eram supostamente seres inferiores e por alguns considerados até mesmo desprezíveis...

Mas eles sabiam o que aconteceria com eles se tentassem fugir e sair de fininho correndo para a colina mais próxima gritando “Salve-se quem puder”. Tão logo ficassem saudáveis novamente, SE ficassem, os 7 partiriam em busca de cada um deles e não parariam até localizar e exterminar a todos eles.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Os Sete {Parte III}



Enquanto você tenta encontrar as soluções, eles te apresentam doces distrações, mas como tudo elas possuem um preço.
Mas quando eles já não ostentam esse poder, o que você faz com o que você tem?

Avareza



A madrugada transcorreu como a anterior, cheia de tensão e medo por parte dos masters restantes, já que agora a coisa toda provara-se uma epidemia e não um caso isolado.

O medo era quase palpável na mansão dos prazeres, todos os 7 estava trancados em seus quartos divinos, pois acreditavam que a tal doença misteriosa só podia ser contagiosa, já que eles não faziam a mínima idéia do que se tratava, ou de como acontecera, e muito menos o porque, tudo o que eles sabiam é que era nojento, muito nojento.

A avareza adormecera de cansaço sob seu lindo relicário de ouro maciço e ao acordar percebeu que suas lindas sandálias Prada adquiridas em uma liquidação super exclusiva, eram agora horríveis e seu digníssimo relicário estava vazio, além disso o dinheiro sob o colchão sumira, assim como do cofre, e assim como com os outros Absolutos sua aparência sofrera reveses, e se possível ela estava ainda pior que a Luxuria e a Inveja, pois agora ela era como uma caveira descarnada, sua pele parecia ter sido sugada para o seu interior, como uma viciada em crack em estado terminal, ela sentia-se horrível e perigosamente parecida como uma talentosíssima cantora que morrera por seu vicio, Amy-sei-lá-o-que. 

Ela se sentia a mais infeliz das criaturas após a descoberta de toda essa tragédia digna do teatro grego antigo, mas o que a deixava ainda pior era a lembrança alucinante de seus pesadelos noturnos, nos quais gastava todas as suas economias em compras num shopping qualquer, tornando-se assim uma pobre miserável.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os Sete {Parte II}


Enquanto você pensa que entende algo na eterna busca de si mesmo, eles te confundem e guiam por caminhos diferentes dos que você queria, não tão seguros mas com certeza, mais doces...
Mas quando eles já não existem para serem culpados por suas falhas, a quem você culpa?


***
Inveja


Na mansão dos 7 o clima era tenso, todos estavam apreensivos.
A Gula sentara-se em uma mesa e cercara-se de suas guloseimas devorando o máximo delas que conseguia, por minuto. A Avareza estava trancada em seu quarto sentada sob seu cofre de diamantes de olhos fixos na porta e murmurando incoerente e periodicamente que: “ninguém levará meus preciosos”. 

A Ira, que na verdade era ele, quebrava tudo aquilo em que colocasse as mãos, gritando que “a Luxuria é uma odiosa que fez por merecer e nele, ninguém encostava”. O Orgulho sentava-se calmamente em seu divã preto, enquanto observava com desdém o desespero de seus companheiros, afinal, em seu orgulho, ele não admitia que algo, ou alguém, pudesse algum dia vir a molestá-lo, seria muita ousadia, claro.

A Luxuria deitara-se em seu leito e adormecera após tomar várias doses de calmante, já que ela esta inconsolável. E a preguiça dormia tranqüila sob seu travesseiro de penas de ganso, murmurando que “ já não se pode dormir em paz nem mesmo em um universo paralelo, onde esse mundo vai parar”.

E a Inveja, bem, a Inveja que havia passado a noite jogando cartas com o mais próximo de uma amiga que um dia teria - a Morte - agora dirigia-se para seu delicioso dossel, onde um sono e confortos merecidos a aguardavam.

Mas, ao passar por um espelho no corredor dourado da mansão ela se deparou com uma visão traumática e perturbadora...


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os Sete


Enquanto você dorme e vive sua vida, tentando ser bom e normal, eles alimentam seus desejos com o fogo que te consome por dentro.
Pois por tudo que é gostoso, paga-se um preço.
Mas quando eles dormem...Você não deseja nada.


Luxuria




Era uma manha calma e pálida na morada da perdição onde habitavam os 7 masters, eles eram os desejos considerados mais corruptos do Homem, eram conhecidos como os 7 pecados capitais.
Todos eles estavam sentados a mesa comendo calmamente, exceto a luxúria que se encontrava ausente, sua ausência era quase palpável, já que ela não costumava atrasar-se, era sempre a primeira a chegar e a ultima a sair, alias, nenhum deles costumavam atrasar-se.

Foi nesse exato momento que um grito tão estridente e profundo que quebrou os cristais da mesa, reverberou pelo ar quase parado da manhã, acordando até mesmo a morte, vizinha dos sete.
Mais do que depressa os 6 dirigiram-se para o quarto da luxuria que estava com a porta semiaberta, o que indicava que seu amante mortal,  da noite, já havia se retirado.

Ela se encontrava de costas para a porta, por isso não pode ver e nem notar a presença de seus companheiros, ela soluçava baixinho e chorava copiosamente enquanto mirava-se em seu espelho de ouro incrustado com rubis, vermelhos e intensos como sua mestra.
A inveja foi a primeira a ver o motivo de tanta agitação.

_Cruzes! Que diabos aconteceu com seu rosto? – perguntou ela com um grito estridente.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Através do vidro


Você é um gigolô, eu uma prostituta. Escravos do prazer, presos em caixas de vidro que são nosso próprio limbo, atados a uma vida que não escolhemos, somos esteticamente perfeitos, maquinas de prazer que não podem encontrar o seu, como robôs em pele humana, destinados a existir como ratos de laboratório.
Mal sabem eles que meu coração é como uma caixa de pandora, que quando aberto liberou todo o mal que existia em mim deixando para trás somente uma luz opaca e frágil de esperança que é o que me move a cada dia que nasce dentro de minhas masmorras glaciais.
E eu o observo, vejo seus olhos negros, sua pele sedosa...Seus cabelos curtos...Sua boca e sorriso perfeitos...Seu cavanhaque que nunca fica perfeito...Eu vejo tudo, assisto a tudo, enquanto outras bocas tocam a sua, outras mãos lhe acariciam e outros corpos sentem prazer sob o seu...
Assim como você assiste a tudo que acontece comigo nesse universo transparente que nos cerca, uma bolha imunda e corrompida que nos separa do mundo.
Será que você sente o que sinto ao me ver gemer para outros? Será que entende a dor que me perfura sempre que assisto a outras tocar-te enquanto estou tão perto e ao mesmo tempo tão distante de ti?
Eu tento fingir, ignorar o que sinto, fugir de mim mesma e esconder-me em meio aos escombros de minha alma. Mas até mesmo em meu refugio seus olhos me queimam e contemplam, eles são como um fogo puro que me purifica sempre que sob mim recaem. Quando você me olha, é como se o mundo fosse mais bonito e tudo fosse possível.
E nas noites, quando o movimento se extingue e podemos ter paz, é o momento em que nas extremidades de vidro tocamos e quase podemos sentir o calor um do outro, nossos olhos se encontram destemidos e apaixonados enquanto nossos corpos buscam desesperadamente se unir.
É o momento mais doce e doloroso do dia, é te ver tão perto e não poder toca-lo, é saber que me pertence, mas não pode ser meu.
E apesar de nunca ouvir sua voz, nem tocar teu corpo, acariciar seu cabelo ou saber como veio parar aqui, eu sei que o que sinto por você, é a única coisa pura e limpa que habita em mim, que ninguém nunca será capaz de corromper.



domingo, 18 de dezembro de 2011

Escrever...


Eu escrevo para mim. Meus versos são escritos com sangue e alma, há nele partes de mim que eu nem sabia existir, a cada poema que escrevo me conheço mais e me sinto mais leve. É um desabafo doce. Um tormento prazeroso. É como beber veneno e urinar remédio. As vezes me pergunto se todos os meus versos fluem de mim e me usam de intermediaria ou são eu, a essência que habita por baixo da pele, dos olhos e dos estereótipos. Escrever é como brincar de caça fantasmas, expurgando seus medos e desejos, as vezes sonhos e delírios, em forma de arte, ou, poesia.


Sim, eu sei que isso não é uma poesia nem nada do tipo, mas me deu vontade de escrever e eu o fiz, afinal o blog é meu rs, agradeço a cada um que o lê, acessa, segue, curti, odeia e etc. Obrigada ;)


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Doce veneno


Sei que é meu veneno e vai me matando aos poucos, mas quero solvê-lo até a ultima gota, mesmo que isso me mate.
 É como saber que a morte se encontra atrás da porta bem a sua frente e mesmo assim não resistir a tentação de abri-la. 
É um desespero tênue, uma resignação doce que te faz prosseguir e ir além do que achava que era capaz. Te mostra que você sempre esteve errado sobre você mesmo, e que seus limites são feitos para serem quebrados. E descobre que mesmo com o coração e a alma rasgados em pequenos pedaços de retalho, você prefere tentar costurá-los, pedaço por pedaço, com pequenas linhas de felicidade e afeto, do que esquecer tudo aquilo que passou. Pois sentir, mesmo que doa, é melhor do que não sentir nada.
E você simplesmente não consegue imaginar-se completo sem aquela presença, que é como tortura. Sendo ao mesmo tempo a solução e o único problema que você não sabe como resolver, por mais que você se esforce, não consegue entender.
É como afogar-se em vinho tinto, a ausência do ar arde e te machuca, você sabe que morrerá se não fugir, mas o sabor doce do vinho a descer por sua garganta, adoçando o amargo da vida é simplesmente irresistível. 
É algo inexplicável, que nem você acredita, te faz querer gritar consigo mesmo, chorar e se recriminar por ser tão deprimentemente solitário ao ponto de aceitar certas coisas. Mas ao mesmo tempo você simplesmente sabe que isso é sinal de que você é maduro o suficiente para saber que ninguém é perfeito, você não é, como pode exigir que os outros o sejam e não errem?
É como uma brisa fresca num dia de verão em pleno deserto, que te dá esperanças para continuar mesmo contrariando todas as expectativas.
O amor é... É um veneno doce, as vezes machuca de tanto prazer ou felicidade, já em outras te rasga ao meio de dor fazendo você desejar simplesmente fechar os olhos e não abrir mais, somente para não ter que enfrentar essa dor.
O amor é pleno, carrega com ele todos os outros sentimentos, como parceiros de caminhada, eles são inseparáveis e se você o deseja, deve aprender a conviver com todas as faces dele e aceita-las, é a única forma de aprender a amar.




sábado, 1 de outubro de 2011

Vício e sedução


Busque-me ou deixe-me, pois eu já não aguento essa incerteza, essa vontade de tê-lo que nunca pode ser saciada, esse desejo que me consome de dentro pra fora, me derrete e me alimenta, com um sopro de insanidade em meio a rigidez autônoma. Quero pegar-te nos braços, leva-lo comigo por onde quer que eu vá e não deixa-lo partir jamais...

***                                                                                                                                                                

Você sabe que não pode fugir de mim, tudo em mim te seduz, tudo em mim te fascina, você se sente como em um labirinto em que não há saídas, para onde correr lá estarei. É tudo tão confuso e estranho, tudo que você sente é a minha influencia sobre seu corpo e a entrega de sua mente, pois ela já não pode lutar, tudo que lhe resta é a rendição. Nada mais. E você se rende, como um fantoche se deixa levar por minhas vontades esperando que um dia eu me satisfaça, mas eu nunca estarei satisfeita de você, e o nunca para mim é muito, muito tempo.
É tudo o que sei, é tudo o que me resta, a tortura languida do anoitecer, descendo por minhas veias como água pura e cristalina da fonte, saciando meu corpo. Mas nunca é o bastante, eu sempre quero mais de você.
Minha pele em contato com a sua é pura magia, é doce, é salgado, é forte, é suave, é tudo, é eterno, e eu quero seu corpo no meu para sempre, é tudo o que preciso e desejo.
Mas você não pode correr, porque você não consegue fugir, você sente o encanto agir sobre você e você sempre voltará pra mim, não há escapatória. É tudo como eu disser, pois brincaremos de Seu mestre mandou, e o mestre sempre serei eu. Porque você sente a magia te inundar e você já não consegue pensar...Tudo o que diz respeito a mim te deixa atordoado, mas você não quer fugir.
Porque além do encanto, além do meu poder, por trás de tudo, seu coração bate na sintonia do meu, fazendo com que eu nunca consiga me afastar de você, pois você é minha droga particular, é por você que eu levanto a cada anoitecer, mesmo sabendo que o que temos é pouco, pouco demais para mim...
E logo acaba...Tudo acaba.



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