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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vórtice: Em meio a inconstância do querer V





Ela não sabia o que fazer, como encarar aqueles olhos novamente depois do que quase fizera.
Após um ultimo relance a Ethan, em que seus olhos se cruzaram em um rápido relance de dardos, ela virou-se para encarar seu futuro marido, seu prometido, que lhe dava mais pavor do que qualquer um, ela não sabia explicar. Ele era frio e quente, encantador e assustador, totalmente feito de controvérsias e contrastes que ela não tinha certeza de que queria explorar.
_Henry – foi tudo o que ela disse, mas esse nome parecia pesar décadas.
_Adorada Evelyn, nada me deixaria mais feliz que continuar nossa conversa de antes, mas acho que devemos desfilar um pouco em nosso baile de vaidades, com um belo casal obediente das morais e costumes. Apesar de sabermos que isso talvez não seja muito verdadeiro de nossa parte.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Vórtice: em meio a inconstância do querer (Parte IV)

Evelyn não sabia o que fazer, pois, se entregasse o casaco a Ethan, não haveria o que fazer, Henry veria a ferida recém aberta em seu pescoço e a denunciaria a todos, ela se sentia sufocar, tentando pensar o mais rapidamente possível em uma saída, que ela sabia, não encontraria  


***

O tempo parecia não existir mais enquanto Evelyn pensava, poucos segundos haviam passado, mas para ela parecia ser uma eternidade, ela se sentia sufocar, afundando em seu próprio desespero.
Virando-se para Ethan, ela empurrou seus longos cabelos vermelhos para o lado da mordida ainda fresca em sua pele alva, em seguida tirou o casaco dele vagarosamente como que atrasando o inevitável. Prendendo seus olhos nos dele, ela tentou transmitir naquele olhar toda sua gratidão e amor por ele, entregou-lhe seu casaco e suas mãos se tocaram por um breve momento.
Ethan sentia-se preso em amarras invisíveis que o impediam de fazer qualquer coisa para protege-la, ele era um prisioneiro das aparências, prisioneiro de seus próprios sentimentos, escravo de sua própria dor, a angustia por ter que entrega-la nas mãos do que lhe era prometido, e,  portanto, ele, Ethan odiava, era quase palpável.
Estendendo as mãos para Lorde Henry, Evelyn caminhou como se estivesse incrivelmente encantada com a perspectiva de estar na presença de seu prometido e noivo que ela mal conhecia, vestindo a mascara que fora treinada a usar, desempenhando o papel que lhe ensinaram, quem a visse nunca imaginaria que ela tremia por dentro, de medo de Henry, de si mesma, do que acontecera a pouco, de que alguém visse suas novas marcas escarlates...


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Vórtice: em meio a inconstância do querer (Parte III)

E ao chegar lá deparou-se com uma cena que nunca esqueceria e o perturbaria pelo resto de seus dias, como um espectro noturno sempre a espera de uma oportunidade para esgueirar-se por seu ser trazendo consigo a dor da lembrança.

***

 A luz da lua iluminava de forma precária as duas silhuetas presentes na sacada, era quase impossível reconhecer-lhes a feição, somente um detalhe era visível de onde Ethan estava, eram um homem e uma mulher.
A luz dos candelabros bruxuleava vivamente iluminando com um tom de amarelo a cena que se desenrolava bem em frente à seus olhos.
Ethan sentiu o ar faltar e o coração se apertar como se uma mão invisível o estivesse esmagando. Ele conhecia a mulher, era sua musa, sua ninfa perfeita, seu crepúsculo incandescente...E agora estava ali nos braços de outro, se ele ao menos pudesse reconhece-lo...
Evelyn se encontrava em meio à bruma, confusa e pálida, sem consciência do que a cercava, sentia uma mão envolver lhe a nuca e os cabelos que agora estavam soltos caindo-lhe pelas espáduas como uma cascata de fogo, seus olhos estavam fixos, presos aos olhos negros como a noite que tinha a sua frente.
O estranho a envolvia pela cintura aproximando-se mais e mais a cada instante, ela sentia seu corpo grudado ao dele, enquanto seus cabelos eram puxados para trás o que fazia com quem ela se inclinasse deixando a boca e o queixo totalmente expostos ao estranho que a comia com os olhos.
Ela sentia que ele podia ver sua alma, navegando por seus pensamentos e correndo junto com o desejo existente em sua corrente sanguínea, ela sentia-se quente, fervendo, e queria muito, muito mesmo que ele a beijasse e fizesse o que quisesse com ela, a tensão sexual entre eles era quase palpável.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vórtice: em meio a inconstância do querer (Parte II)

_Boa noite adorada prima – disse ele inclinando a cabeça em sua direção em um comprimento completamente polido – e... Belas damas que a acompanham – dizendo isso ele pega mão de todas, uma por uma, de forma tão galante, que as pobres, após esse gesto realizado por ele com extrema maestria, se encontravam totalmente atordoadas dando sorrisinhos bobos.
Evelyn se sentia sufocar com a proximidade de Ethan, e o roçar de sua pele na dela lhe causavam lembranças indesejadas “por Deus, como o quero”, pensava ela em desespero por saber que por mais que ela necessitasse se afastar dele, sua necessidade por ele, era ainda maior.
Com toda a determinação existente em seu corpo ela conseguiu manter um dialogo agradável com as moças; Niniane, Genevieve, Maline, e ao mesmo tempo com Ethan.
Os minutos se arrastavam, transformando-se em horas e, após um tempo ela se viu irritada com Ethan, pois ele se mostrava totalmente jovial e despreocupado flertando abertamente com todas as suas amigas, enquanto ela se esforçava ao máximo para que sua voz saísse firme e não em sussurros.
Evelyn não compreendia como poderia ser tão influenciável e se recriminava mentalmente por mudar tão facilmente de opinião, já que, minutos atrás estava decidida a nunca mais permitir-se ceder a tentação de tê-lo junto a seu corpo, e agora sentia um desejo quase irrepreensível de agarra-lo pelo colete preto que torneava perfeitamente seu peitoral, joga-lo no canto mais escuro do salão e toma-lo como seu novamente, sem ter que se preocupar com o que pensariam a seu respeito, afinal eram todos uns fofoqueiros hipócritas, que poderiam ser comparados a urubus, que sobrevoam o ceu sempre a espera de uma tragédia, para então devorar o coração dos envolvidos, afinal, a chantagem era a moeda de troca mais utilizada na corte.


sábado, 7 de maio de 2011

Vórtice: em meio a inconstância do querer.


Quando um coração não sabe o que quer a inconstância se torna constante, trazendo consigo a dor e o sofrimento, calcando feridas na alma do ser que se perde em meio a noite eterna e morna que o cerca.

***
Dois olhares. Como dardos embebidos em veneno, lançados. Suspiros. Saudade. Medo.
Evelyn se sentia acuada, sem conseguir respirar, presa em uma teia de afetos e desafetos, medos. Não havia para onde correr, não que ela acreditasse que de fato fosse capaz de fugir, correr e sumir por entre a bruma da noite, acompanhada ou não por Ethan, ela já não se importava.
Mas ela não podia fugir, não quando sua família colocara seu nome e honra assim de forma tão entregue em suas mãos, tudo dependia dela. Era como um abismo sem fim no qual ela caia cada vez mais sem ao menos poder gritar, sofrendo quieta.
Sentindo sua pele acima dos seios protuberantes serem levemente tocados ela se volta alarmada e se depara com uma borboleta de asas vermelhas adornada com  pequenos desenhos negros como o carvão.


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