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domingo, 18 de março de 2012

Pedaço de Vidro


Pedaço de vidro;
que me reflete imperfeita tal qual sou.
Pelas areias do tempo não es afetado.
Assistes gerações inteiras  findar-se diante de ti.
Enquanto refletes impassivel a tudo que vê.

Pedaço de vidro;
que me atormenta com teu beijo gélido.
É a ti que busco quando procuro sinceridade.
Pois tua face impenetrável.
Só me mostra aquilo que sou.

Pedaço de vidro;
que é pura vaidade.
Carrega nas bordas o peso insolente;
dos sonhos e tormentos que são confiados;
desde que que fostes criado.

Pedaço de vidro;
que não possui identidade nem sonhos.
Pois a ti não é permitido o reino dos sonhos.
Não possues esperanças e nem vontades. 
Tudo o que lhe preenche, é o ato de refletir outrem.




P.S: Imagem retirada do google imagens, caso o dono da imagem sinta-se ofendido com seu uso, favor entrar em contato que a mesma será retirada imediatamente, ou se essa for a vontade, os direitos autorais serão devidamente adicionados. Obrigada :)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Anjo



 Doce e belo anjo flamejante.
Amargo é teu virginal canto.
Em que as notas ressoam com teu renegado pranto.
Que ressoa no mundo numa chuva branda de fim de tarde.
E as inocentes crianças brincam rindo.
Enquanto sua alma sangra em cada gota de chuva.

Perturbado e sôfrego anjo luminoso.
Pura é tua alma que sangra em tua cantiga.
Dura é a sina que perdura em sob teu destino.
Azedo é o cálice do qual sorves sem questionar.
Pesado é o fardo que lhe jogam sob os ombros cansados.
Em que a conformidade assume a face da servidão.

Amaldiçoado e triste anjo de luz.
No brilho de teus olhos profundos e exaustos.
A angustia da resignação reluz insondável.
Cintilando eternamente o sofrimento calado que transborda.
De tua santa alma atormentada.
Que criado do amor.
Dele, jamais ousou provar.



 P.S: Meu noot ainda não voltou... 
P.S²: Imagem retirada do google imagens, caso o dono da imagem sinta-se ofendido com seu uso, favor entrar em contato que a mesma será retirada imediatamente, ou se essa for a vontade, os direitos autorais serão devidamente adicionados. Obrigada :)

sábado, 3 de março de 2012

Aviso

Queridos leitores, seguidores...Etc. Etc.
Vocês devem ter notado que o blog se encontra desatualizado a praticamente um mês, o problema é que meu nootbook deu problema, o HD queimou e, como alguns de vocês - ou todos - sabem, HD de noot está em falta, logo, estou surtando. O problema todo está no fato de que o pc ao qual tenho acesso diariamente aqui em casa, tem pouca memoria e as vezes trava quando abro o word, ou fica travando enquanto digito, e isso é muito chato. Por isso peço desculpas, logo que meu baby voltar, tentarei postar bastante, sério!
Segundo o técnico, semana que vem fica pronto.
Veremos.
Agradeço pelos acessos :)

P.S: Em breve faremos 1 ano  \õ/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um erro



Um erro, foi tudo que precisei para ter tudo o que construí arrebatado de [meus braços.
Um desejo insano, para perder o que me era mais caro.
Uma atitude errônea e meu mundo voou pelo espaço atravessando
[a via láctea.
Uma noite malfadada, que se tornaria eterna.

Era o principio e o fim de tudo, o sonho transformado em nada.
Um beijo e um tapa...
Um carro um farol...
Um sinaleiro fechado, vermelho...Como o sangue...

Um minuto foi tudo o que tivemos.
Um segundo foi tudo o que restou.
Uma vida.
Uma eternidade...Um casamento...

Era o crepúsculo e o opúsculo tremeluzente e fervente.
Um sonho perdido e um pesadelo desperto.
Uma lágrima um sorriso.
Um reconhecimento um adeus.

Um flash  foi tudo o que eu vi.
Uma mancha que o tempo não apagou.
Um rasgo na alma que a medicina não curou.
Um arrependimento que se entranhou na alma.

Era azedo o gosto da perda irreparável.
Um olhar foi tudo o que me destes no fim, mas ele era tudo.
Um abraço que ficou entranhado em mim.
Um ultimo suspiro...Que o vento levou.

Apenas um poema XX


No deleite de teu perverso pecado.
Sorvo a injuria eterna de teus obscuros receios.
Feito a súcubo corrompida de seus sonhos.
Um espelho sujo de teus desejos sobrepujados.

Adormeço em teus lábios de fel.
Como um nobre anjo viciado.
Refém de tuas veias enevoadas.
Como um espectro da noite atormentado.

Mergulho as cegas em busca daquilo que perdi.
Em meio aos escombros de tua instituição corrompida.
Vejo as linhas de tormento que desvanecem no vento.
Junto a minha alma carcomida.

E teu sangue flui, derramando-se gota-a-gota pela neve suja cinzenta.
Deixando um rastro de injurias impuras sussurradas nas trevas.
Pelas trevas ou por mim já não importa.
Pois eu perdi minha alma, quando seu coração parou de bater.


(Poema escrito em parceria com a queridíssimo Sofia Geboorte enquanto esperávamos nosso bus ;))

domingo, 29 de janeiro de 2012

Os Sete { Parte IV}


Enquanto você xinga, se descabela e grita coisas sem sentido.
Eles te untam com toda a raiva do mundo por coisas banais.
Mas se isso já não acontece, você está só com sua raiva bestial, sem ninguém para culpar.
Ira


O dia amanheceu silencioso e agourento na mansão dos prazeres, os empregados dos 7 – que eram fadas e demônios de hierarquia  inferiores – estavam confusos e preocupados, afinal, se os masters que eram os fodões adoeceram, o que não aconteceria a eles, que eram supostamente seres inferiores e por alguns considerados até mesmo desprezíveis...

Mas eles sabiam o que aconteceria com eles se tentassem fugir e sair de fininho correndo para a colina mais próxima gritando “Salve-se quem puder”. Tão logo ficassem saudáveis novamente, SE ficassem, os 7 partiriam em busca de cada um deles e não parariam até localizar e exterminar a todos eles.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eterna


Ela é como um anjo caído sem intenção
Um demônio quente e sedutor
Anjo doce de tentação
Não possui qualquer pudor

Ela é a brisa de outono ao luar: Forte e fria
Mas debaixo de sua intrépida máscara ela só quer amar
Porém tudo que consegue com seu jogo é a eterna agonia
De um longo pesadelo do qual não pode despertar

Ela deseja um amor profundo
Que não consegue abraçar
Caindo no mundo
Ela só quer o coração dele alcançar

Ela é como a noite quente e misteriosa
Um desafio ardente
Uma sereia espinhosa
Uma deusa florescente

Ela é a criatura mais infeliz que pela terra caminhou
Pois em sua eternidade obscura
Ela perdeu tudo aquilo que amou
Deixando sua alma repleta de amargura

Ela é como as trevas quando se casam com a luz
Num amanhecer bipolar
Que sua vida seduz
Deixando-o incapaz de escapar

Ela é como o vento lhe sussurrando coisas que você não entende.
E enquanto a ampulheta gira a mesma ela permanece.
Ela simplesmente não compreende.
Porque todo amor que conhece, nas areias do tempo desvanece.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Os Sete {Parte III}



Enquanto você tenta encontrar as soluções, eles te apresentam doces distrações, mas como tudo elas possuem um preço.
Mas quando eles já não ostentam esse poder, o que você faz com o que você tem?

Avareza



A madrugada transcorreu como a anterior, cheia de tensão e medo por parte dos masters restantes, já que agora a coisa toda provara-se uma epidemia e não um caso isolado.

O medo era quase palpável na mansão dos prazeres, todos os 7 estava trancados em seus quartos divinos, pois acreditavam que a tal doença misteriosa só podia ser contagiosa, já que eles não faziam a mínima idéia do que se tratava, ou de como acontecera, e muito menos o porque, tudo o que eles sabiam é que era nojento, muito nojento.

A avareza adormecera de cansaço sob seu lindo relicário de ouro maciço e ao acordar percebeu que suas lindas sandálias Prada adquiridas em uma liquidação super exclusiva, eram agora horríveis e seu digníssimo relicário estava vazio, além disso o dinheiro sob o colchão sumira, assim como do cofre, e assim como com os outros Absolutos sua aparência sofrera reveses, e se possível ela estava ainda pior que a Luxuria e a Inveja, pois agora ela era como uma caveira descarnada, sua pele parecia ter sido sugada para o seu interior, como uma viciada em crack em estado terminal, ela sentia-se horrível e perigosamente parecida como uma talentosíssima cantora que morrera por seu vicio, Amy-sei-lá-o-que. 

Ela se sentia a mais infeliz das criaturas após a descoberta de toda essa tragédia digna do teatro grego antigo, mas o que a deixava ainda pior era a lembrança alucinante de seus pesadelos noturnos, nos quais gastava todas as suas economias em compras num shopping qualquer, tornando-se assim uma pobre miserável.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os Sete {Parte II}


Enquanto você pensa que entende algo na eterna busca de si mesmo, eles te confundem e guiam por caminhos diferentes dos que você queria, não tão seguros mas com certeza, mais doces...
Mas quando eles já não existem para serem culpados por suas falhas, a quem você culpa?


***
Inveja


Na mansão dos 7 o clima era tenso, todos estavam apreensivos.
A Gula sentara-se em uma mesa e cercara-se de suas guloseimas devorando o máximo delas que conseguia, por minuto. A Avareza estava trancada em seu quarto sentada sob seu cofre de diamantes de olhos fixos na porta e murmurando incoerente e periodicamente que: “ninguém levará meus preciosos”. 

A Ira, que na verdade era ele, quebrava tudo aquilo em que colocasse as mãos, gritando que “a Luxuria é uma odiosa que fez por merecer e nele, ninguém encostava”. O Orgulho sentava-se calmamente em seu divã preto, enquanto observava com desdém o desespero de seus companheiros, afinal, em seu orgulho, ele não admitia que algo, ou alguém, pudesse algum dia vir a molestá-lo, seria muita ousadia, claro.

A Luxuria deitara-se em seu leito e adormecera após tomar várias doses de calmante, já que ela esta inconsolável. E a preguiça dormia tranqüila sob seu travesseiro de penas de ganso, murmurando que “ já não se pode dormir em paz nem mesmo em um universo paralelo, onde esse mundo vai parar”.

E a Inveja, bem, a Inveja que havia passado a noite jogando cartas com o mais próximo de uma amiga que um dia teria - a Morte - agora dirigia-se para seu delicioso dossel, onde um sono e confortos merecidos a aguardavam.

Mas, ao passar por um espelho no corredor dourado da mansão ela se deparou com uma visão traumática e perturbadora...


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Os Sete


Enquanto você dorme e vive sua vida, tentando ser bom e normal, eles alimentam seus desejos com o fogo que te consome por dentro.
Pois por tudo que é gostoso, paga-se um preço.
Mas quando eles dormem...Você não deseja nada.


Luxuria




Era uma manha calma e pálida na morada da perdição onde habitavam os 7 masters, eles eram os desejos considerados mais corruptos do Homem, eram conhecidos como os 7 pecados capitais.
Todos eles estavam sentados a mesa comendo calmamente, exceto a luxúria que se encontrava ausente, sua ausência era quase palpável, já que ela não costumava atrasar-se, era sempre a primeira a chegar e a ultima a sair, alias, nenhum deles costumavam atrasar-se.

Foi nesse exato momento que um grito tão estridente e profundo que quebrou os cristais da mesa, reverberou pelo ar quase parado da manhã, acordando até mesmo a morte, vizinha dos sete.
Mais do que depressa os 6 dirigiram-se para o quarto da luxuria que estava com a porta semiaberta, o que indicava que seu amante mortal,  da noite, já havia se retirado.

Ela se encontrava de costas para a porta, por isso não pode ver e nem notar a presença de seus companheiros, ela soluçava baixinho e chorava copiosamente enquanto mirava-se em seu espelho de ouro incrustado com rubis, vermelhos e intensos como sua mestra.
A inveja foi a primeira a ver o motivo de tanta agitação.

_Cruzes! Que diabos aconteceu com seu rosto? – perguntou ela com um grito estridente.


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